quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Leitura, Escrita e Família!

Tenho duas experiências muito marcantes na minha infância com relação à leitura e escrita e aproveitarei deste momento para relatar uma em especial! São mémórias gostosas, em que eu e as minhas irmãs gostamos de divagar à respeito, mas nada disso teria tanta importância na minha/nossa vida se não fosse a minha mãe...

Agradeço muito à ela pois foi ela quem estreitou o nosso contato com a leitura e escrita. Exímia na arte da leitura, sempre adiquiu inúmeras obras e coleções, incentivando-nos - e não obrigando-nos - a mesma prática, ao demostrar seu interesse e deixá-los à nossa disposição.

A primeira experiência com leitura que me vem a mente que foi prazerosa (e não com obrigatoriedade da leitura exigida na escola, como: "A Ilha Perdida", "A Montanha Encantada", "Engenho de Açucar", entre outras obras) foram uns livrinhos muito famosos na década de 80 onde nós, leitores, escolhíamos a nossa própria aventura e decidíamos o final. O gênero de livros-jogos Choose Your Adventure foi lançado aqui no Brasil como "Escolha a sua Aventura" e faziam com que o leitor fosse o protagonista do livro, tomando decisões que afetavam o desenrolar da história: deparávamos com uma escolha, ao final de cada capítulo, que indicava o número da página que deveríamos ir de acordo com a decisão tomada.

Nas férias do meio de ano, nos finais de semana, em dias chuvosos, minhas irmãs e eu nos divertíamos com essas coleções que a minha mãe adiquiria para nós, visto que um mesmo livro sempre fornecia finais diferentes de acordo com as decisões tomadas: finais felizes ou tristes, vida ou morte, etc.

E o melhor de tudo é que ainda nos ensinava, mesmo que meio de modo 'subliminar', de que as nossas ações nos trazem consequências inevitáveis... Isso vale a reflexão!

Abraços à todos: Profª Nerli.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

A leitura nos dias de hoje

Na minha época, a leitura era parte obrigatória dentro do ambiente escolar. Éramos obrigados a ler e interpretar textos, de forma "forçada", o que acabava desestimulando meu interesse pela leitura/escrita. 
Hoje em dia percebo que os alunos possuem mais autonomia para escolher os livros que desejam ler, tornando a leitura mais interessante e instigando o mesmo a buscar sempre mais.
Vejo isso na vida dos meus filhos, que gostam muito de ler, contar histórias (do jeito deles), fazendo conexões com as figuras, etc.
Acredito que a grande responsabilidade ainda seja dos pais, pois o estímulo tem que partir deles.



quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Leitura e Escrita

  É muito bom relembrar as experiência que carregamos de quando nos deparamos pela primeira vez com a leitura e escrita . Me lembro do quanto era prazeroso aprender as primeiras palavras , chegava em casa eufórica para mostrar para minha mãe as  noções de leitura que tive no dia. Devo muito a minha mãe as experiências que tive com leitura e escrita , pois ela sempre me incentivava com livros de historinha ,e tinha o habito de ler para mim todas as noite .Isso é muito importante para adquirir o prazer na leitura e escrita sinto nos dias de hoje que é este tipo de incentivo que falta para nosso alunos , ou seja , os pais participarem mais da vida escolar  de seus filhos . 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Diálogo com a alma


Descobrir e apaixonar-se ...

Eu gostaria de compartilhar sobre um momento marcante da minha vida, quando tinha 10 anos e pedi para ganhar de Natal uma coleção de livros da Lucília de Almeida Prado, entre os livros estavam: UMA RUA COMO AQUELA e A BAÍA DOS GOLFINHOS. Foi uma noite inesquecível para mim, meus pais ficaram muito orgulhosos da minha escolha e todos da família me elogiaram. Falar de "pessoas que apresentam umas as outras ao mundo dos livros ...”, como comentado por Gilberto Gil, é falar dos meus pais que mesmo tendo os dois estudado apenas até o Ensino Médio e mesmo eles não sendo intensos leitores, sempre valorizaram meus estudos e nunca negaram comprar-me um livro, aliás comprar livros era o que mais orgulho dava ao meu pai, ele sempre me elogiava por isto. Desde meus 10 anos posso falar que os livros sempre foram meus companheiros, me levaram a vários lugares e me trouxeram conhecimento. Eu concordo também com a Marilena Chauí, quando ela fala que "como leitores descobrimos nossos próprios pensamentos e nossa própria fala graças ao pensamento e à fala do outro" e como escritores desvendamos os mistérios do nosso eu, passando a nos conhecer melhor. Foi desta forma que descobri os livros e, também, comecei a escrever, primeiro pequenas redações na escola e, depois, na faculdade fiz mestrado e doutorado, escrevi muito sobre comportamento de uma tal borboleta branca chamada Ascia monuste. Hoje estou sempre escrevendo, mas adoro escrever sobre filmes que gosto muito, aqueles filmes que assisto 3 vezes ou mais, fico procurando a razão de gostar tanto deles, isto me dá prazer e alegria, acho que me apaixonei ...

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Vivenciando a leitura e a escrita

        Nas séries iniciais tive muitos problemas de alfabetização, pois foi aluna do colégio Lar Santana bem na época que a irmã Maurina foi presa ( mais ou menos ano de l969). Quando comecei a frequentar a escola  estadual, estava com muita defasagem, que para sair dessa situação foi necessário dois anos de reforço no período contrario as aulas.Que saudades das minhas professoras da 2ª e 3ª séries. 
         Nos três anos do antigo colegial foi premiada com uma das melhores professoras.Ela sempre indicava livros para a leitura, mas eles tinham tudo haver com o período de adolescência e juventude que nós estávamos passando. Vivenciei muito o "O Encontro Marcado" de Fernando Sabino e contos como " No Verão A Primavera" de Lucília J. de Almeida Prado. Depois de alguns anos vivenciei "Feliz Ano Velho" de Marcelo Rubens Paiva," O Escaravelho do Diabo" de Lúcia Machado de Almeida  e um que nunca terminei de ler "Brasil Nunca Mais". Me apaixonei por Machado de Assis e suas descrições minuciosas.